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Sinistralidade - E o civismo na sociedade?

Sinistralidade - E o civismo na sociedade?

Sinistralidade – Para quando uma sociedade que se respeita?

 
A 18 de Novembro de 2018 - DIA MUNDIAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DA ESTRADA - o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa realizou um apelo:
              - aos portugueses para combater-se a sinistralidades rodoviária;
              - e às autoridades para focarem-se “na prevenção, na educação e na sinalização”
 
A razão deste apelo decorreu do incremento de acidentes rodoviários e vítimas mortais que estava a ocorrer em 2018 face a anos anteriores; de tal forma que considerou que estava em causa uma “preocupação nacional”, conforme nota presente no site da Presidência da República: "A sinistralidade rodoviária tem uma trágica e imensa dimensão para todos os que, diretamente, vivem com as memórias dolorosas, na maior parte das vezes permanentes, causadas pela privação traumática de alguém próximo. É um problema grave à escala mundial, mas também à escala nacional".
 
Porém este apelo parece não ter surtido o efeito necessário na sociedade portuguesa considerando os números de 2019 – período de 1 Janeiro a 21 de Setembro - em comparação com o mesmo período de 2018  (fonte: ANSR):
              - Mais 517 acidentes
              - Mais 109 feridos graves
              - Mais 683 feridos leves
              - E infelizmente 346 vidas perdidas nas estradas portuguesas.
 
A dureza dos números traduz-se que nas estradas portuguesas ocorrem pelo menos:
              - 15 acidentes por hora;
              - 1 ferido leve a cada 15 minutos;
              - 1 ferido grave a cada 4 horas;
              - 4 pessoas a cada 3 dias perdem a vida nas estradas portuguesas.
 
São números que exigem uma reflexão profunda da parte da sociedade portuguesa a todos os níveis!
 
O número de famílias destruídas ou tragicamente afetadas por esta “preocupação nacional” é simplesmente brutal e traduz-se do facto de quase todos nós conhecermos uma pessoa ou uma família que é afetada por esta tragédia nacional!
 
É fundamental recordar que a segurança rodoviária é definida pelas pessoas! 
As pessoas são os utentes da via pública, sejam condutores (de veículo a motor ou sem motor) ou peões!
 
É da combinação dos comportamentos dos condutores e peões – seres humanos que terão famílias, amigos, colegas de trabalho, hobbies, vidas construídas assentes na relação entre pessoas - que vai ser construído e definido o nível de segurança rodoviária!
 
Para melhorar a segurança rodoviária fica evidente como é fundamental o contributo de todos!
 
Porém diariamente, apesar das regras, avisos e ameaças de multas que são do conhecimento de todos e das ações de sensibilização e alerta realizadas pelas autoridades, é possível observar os mais variados comportamentos de risco na estrada, em desrespeito pelas regras do código, pelos outros condutores, peões e ambiente. 
 
Deste modo, como utente da via pública – em que veste a camisola quer de condutor, quer de peão - e como ser humano de uma sociedade -  em que no dia à dia terá diferentes papéis como pai, filho, marido, profissional, amigo – partilhamos convosco 3 princípios que na perspetiva da equipa Multa Zero são fundamentais para uma sociedade evoluir e alcançar uma maior segurança rodoviária:
              - Civismo,
              - Respeito,
              - Conhecimento e CUMPRIMENTO DAS REGRAS DO CÓDIGO.
 
O Civismo e o Respeito, são 2 princípios que têm de ser cultivados desde os primeiros passos e os seus “ramos” crescerem em conjunto com a evolução do ser humano – os recém-nascidos de hoje serão os líderes de amanhã!
 
Nesta fase a família, a creche, o infantário e a escola são elementos fundamentais no seu crescimento!
 
São nestes núcleos em que na sua maioria o ser-humano cresce e evolui! Se o civismo e o respeito ficar por existir nesta fase como se espera que depois possa existir respeito e civismo para com a restante sociedade?
 
É fundamental construir-se uma sociedade assente em pessoas e não em indivíduos! 
 
Afinal o que nos distingue dos animais irracionais vai para muito para além da racionalidade!
 
Por fim o conhecimento e o cumprimento das regras do código são igualmente fundamentais.
 
Não só dos condutores, mas de todos os utentes da via pública – condutores e peões têm regras que têm de conhecer e respeitar!
  
Para isso será suficiente:
              - Civismo, 
              - Respeito, 
              - Conhecimento e cumprimento das regras do código;
              - E vontade em fazer melhor!
 
No âmbito destes princípios partilhamos hoje 13 exemplos de comportamentos de risco, que põe em causa a segurança e a vida de quem está na via pública e que na maioria das vezes, são tão simples de resolver.
 

1. Objetos a “voarem” para a via pública. 
Quantas vezes observa cigarros a “voarem” para a via pública? 
E porque motivo continua a ocorrer apesar dos inúmeros alertas de como é perigoso para os utentes da via pública (especialmente para motociclistas e peões) este comportamento? Este perigo agrava-se ainda mais quando este “voar” poderá estar na origem de fogos e de poluição. 
Porém “o desejo” de voar” não é apenas dos cigarros! Garrafas, latas, sacos, embalagens entre  outros são vistos constantemente em autênticos voos para a via pública.
Numa altura em que se fala da sustentabilidade do planeta, como é possível que estes comportamentos continuem?
Utilizar os recipientes adequados despejar o lixo é simples!
 
2. Faróis: encadear ou circular na escuridão?
Conduziu recentemente à noite? Quantas viaturas cruzaram-se consigo e que o encadearam? 
Ou quantas viaturas circularam à sua frente sem sequer uma luz de presença?
Dois comportamentos de fácil resolução, mas cuja a negligência dos proprietários destas viaturas colocam em perigo outros condutores e peões.
A manutenção e verificação das luzes deve ser praticamente diária
 
3. Óleo a pingar? Não é preocupante! Não tenho nenhuma luz acesa no painel! 
Quantas vezes verifica vestígios (em alguns casos autênticas poças) de óleo na estrada?
E em locais de paragem - como semáforos e passagens de peões – que até parece que é um requisito?
A existência destes vestígios incrementa drasticamente a diminuição da aderência do piso, contribuindo para o incremento de derrapagens e de acidentes. 
O risco de acidente e queda aumenta exponencialmente para as viaturas de 2 rodas.
A preocupação com a boa manutenção da viatura é fundamental!

 4. Fazer “pisca”? Os outros que adivinhem!
A utilização dos indicadores de mudança de direção – diariamente designados por “piscas” – parece um comportamento em vias de extinção!
Será difícil perceber que a indicação de mudança de direção é um mecanismo de prevenção e de informação atempada para os restantes utentes que frequentam a via pública de que algo vai ocorrer?
Indicar a mudança de direção é algo simples e que evita acidentes!
 
5. O vício de conduzir na via do meio ou até da esquerda
“Conduzir encostado à direita!” Provavelmente a primeira regra de condução que quem conduz ouviu vezes sem conta quando começou as primeiras aulas de condução.
Mas hoje quantas viaturas observou que se esqueceram desta regra?
A lei é simples: a condução faz-se sempre pela direita, exceto para ultrapassar ou mudar de direção. 
 
6. Espelhos retrovisores: para quê?
Anteriormente abordamos os “piscas” e a sua utilização em “vias de extinção”. 
Um outro elemento que nos dias que corre cuja utilização parece ser opcional” são os espelhos retrovisores”.
Diariamente observa-se nas estradas portuguesas mudanças de faixa que obrigam terceiros à realização de travagens bruscas, de mudança de faixa e até a desvios para a berma.
Numa altura que cada vez existem mais viaturas a circular nas estradas porque motivo cada vez se observam mais condutores que parecem estar sozinhos na estrada?
Será difícil para além de sinalizar verificar se existem condições para mudar de faixa?
Utilizar os espelhos para observar o que se passa em redor irá permitir a realização de manobras em segurança.
 
7. Mãos no volante? Para quê?
Uma outra regra que quando começamos as aulas de condução ouvimos: “as mãos na posição “10 para as 2””.
Mas quantas vezes já observamos e nem uma mão está no volante? Será que a condução autónoma já está instalada e ninguém se apercebeu?
Concentração na condução! O volante existe para ser utilizado pelas suas mãos!
 
8. Rotundas: a selva!
Quantas vezes já presenciou saídas repentinas e inesperadas a partir do centro ou das faixas mais à esquerda? E na sua maioria sem qualquer tipo de sinalização. 
E entradas numa rotunda como se de uma reta se tratasse?
Recorda-se que quando se chega a uma rotunda deverá ceder-se passagem aos veículos que nela circulam. 
Adicionalmente é proibida a circulação pela via mais à direita; a exceção é caso se pretenda sair na rotunda na saída imediatamente a seguir.
 
9. Concentração no Telemóvel! E conduzir?
Numa era em que a sociedade vive “online” 24 sobre 24 horas, os 7 dias da semana, em que tudo parece exigir uma resposta instantânea recorde-se de algo simples: uma mensagem por responder ou uma chamada por atender podem ser devolvidas tranquilamente quando estacionar a sua viatura! Já a sua vida - ou a de outra pessoa - não permite uma hipótese de responder de volta se for perdida!
Sabia que mesmo utilizando um kit de mãos livres a utilização do telemóvel incrementa em 4 vezes a o risco de acidente? 
Concentração na condução; a utilização do telemóvel somente apenas após a chegada ao destino!
 
10. Preciso estacionar e é já aqui!
Quantas vezes já lhe ocorreu estar numa passagem de peões e ter de se desviar de um carro estacionado em cima da passadeira?
Ou ter de ajudar uma pessoa de mobilidade reduzida a realizar uma prova de “contorno de obstáculos” porque o passeio é um autêntico parque de estacionamento?
Este é um exemplo de como o respeito e os valores de convivência em sociedade têm de ser reforçados! 
 
11. Excesso de alcool! 
O que dizer quando ouvimos comentários “ontem nem sei como o carro chegou a casa?” ou “posso beber porque o carro já sabe o caminho para casa?”.
Numa sociedade que se diz moderna e evoluída é completamente atroz a existência sequer deste tipo de pensamento e o que dizer da sua verbalização.
Solução? Simples! Bebi? Então não se conduz! 
 
12. Andar de mota: Fantástico! Porém com a máxima proteção!
Quantas vezes já observou a circularem de mota e a conduzirem de chinelos? Ou crianças a circularem de t-shirt e o adulto completamente equipado?
Ao andar-se de mota – condutor e pendura - devem utilizar sempre equipamento próprio para moto: nunca dispensar calçado, calças, luvas e blusão com as respetivas proteções e utilizar capacete com viseira ou óculos apropriados. Não facilitar na proteção da própria vida!
 
13. Sociedade: afinal somos indivíduos ou seres humanos?
O conjunto de situações acima descritas parecem ficção quando estamos perante uma sociedade que se intitula de moderna, evoluída e que quem tem o privilégio de conduzir serão supostamente pessoas, seres humanos, animais racionais que vivem em sociedade.
A questão que se coloca: se estamos em sociedade qual o motivo porque ocorrem estes comportamentos?
 
Civismo, respeito e educação são princípios fundamentais para a construção de uma verdadeira sociedade, porque será da combinação destes princípios que serão definidos os comportamentos dos condutores e peões – seres humanos que terão famílias, amigos, colegas de trabalho, hobbies, vidas construídas assentes na relação entre pessoas – que irão definir o nível de segurança rodoviária!
 
A Multa Zero deseja-lhe uma boa viagem em segurança! 

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